domingo, 7 de fevereiro de 2010

Gramática - Morfologia - Advérbio

Advérbio

Definição:
É a palavra que modifica um advérbio, verbo ou adjetivo. Acrescenta a eles uma circunstância.

Ex.: Meu amigo desenha muito. (muito modifica o verbo desenhar)


Locução Adverbial :
Duas ou mais palavras com valor de advérbio, sempre termina com um advérbio.
às vezes, às pressas, de perto...
Ex.: Morreu de frio.


Classificação:

1)     de causa: Morreu de frio.
2)     de finalidade: Estudei para passar.
3)     de meio: Viajei de trem.
4)     de concessão: Tomei banho apesar de limpo.
5)     de condição: Sem estudo, não passarás.
6)     de conformidade: O soldado agiu conforme foi ordenado.
7)     de tempo: Vocês brevemente estarão no serviço público.
8)     de assunto: Falava-se sobre a produção de jogos.
9)     de instrumento: Escreveu a lápis.


Flexão do Advérbio:
Os advérbios são palavras invariáveis, não flexiona em gênero e número. Contudo, alguns advérbios admitem flexão em grau. Eles se dividem em dois grupos, Grau Comparativo e Grau Superlativo.

1)     Grau Comparativo:
a)     de igualdade: tão + advérbio + quanto
 Ex.: O Leonardo corria tão rápido quanto Anderson.

b)     de inferioridade: menos + advérbio +(do) que
Ex.: Ele correu menos rápido que eu.

c)     de superioridade:
1)     Analítico: mais + advérbio + (do) que
Ex.: Giuliana grita mais alto que Aparecida
                                                   
2)     Sintético: melhor ou pior que
Ex.: Giuseppe fala pior que o professor.

2)     Grau Superlativo:
a)     Analítico: acompanhado de outro advérbio, alguns vem escrito no diminutivo ou repetidos.
Ex.: Andressa escreve muito bem.
Acordei cedo, cedo.

b)     Sintético: formado com sufixos.
Ex.: Andressa escreve rapidíssimo.
Acordei cedinho.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tipologia Textual

Tipologia Textual

1) Descrição

O texto descritivo é aquele que tem por base fazer uma descrição, daí o nome da tipologia, de um ser vivo, de um objeto ou mesmo de um lugar.

Uma das principais característica deste tipo de texto é a utilização constante de adjetivação, para que o leitor posse ter uma imagem do objeto descrito.

Ex.: Meus cabelos cão palhas de aço, meu porte físico de uma lesma, porém, sou auto que nem um poste de luz.


2) Narração

Na narração, ao contrário da descrição que descreve um ser vivo, um lugar, conta um fato, onde está presente personagens, enredo, tempo em que se passa a história e o ambiente.

Ex.:: Os primeiros raios de sol, brandos como um leve toque, anunciam um novo dia de uma preguiçosa segunda-feira. Maria acorda, ingere algum pão e café, despede-se da família e se põe a caminhar em direção ao ponto de ônibus. Não tão longe dela, José executa as mesmas ações, porém, não se sabe se desperdiçou os mesmos momentos de adeus.


3) Dissertação

O texto dissertativo tem como centro primordial a ideia. Dissertar é refletir, debater a respeito de um determinado tema, expressando o ponto de vista de quem escreve em relação a esse tema. Sem dúvida é o texto mais cobrado em provas de concurso público, tanto para redação como para interpretação de textos.

Ex.:: Ao contrário de algumas teses predominantes até bem pouco tempo, a maioria das sociedades de hoje já começam a reconhecer a não existência de distinção alguma entre homens e mulheres. Não há diferença de caráter intelectual ou de qualquer outro tipo que permita considerar aqueles superiores a estas.

Com efeito, o passar do tempo está a mostrar a participação ativa das mulheres em inúmeras atividades. Até nas áreas antes exclusivamente masculinas, elas estão presentes, inclusive em posições de comando. Estão no comércio, nas indústrias, predominam no magistério e destacam-se nas artes. No tocante à economia e à política, a cada dia que passa, estão vencendo obstáculos, preconceitos e ocupando mais espaços.

Cabe ressaltar que essa participação não pode nem deve ser analisada apenas pelo prisma quantitativo. Convém observar o progressivo crescimento da participação feminina em detrimento aos muitos anos em que não tinham espaço na sociedade brasileira e mundial.
Muitos preconceitos foram ultrapassados, mas muitos ainda perduram e emperram essa revolução de costumes. A igualdade de oportunidades ainda não se efetivou por completo, sobretudo no mercado de trabalho. Tomando-se por base o crescimento qualitativo da representatividade feminina, é uma questão de tempo a conquista da real equiparação entre os seres humanos, sem distinções de sexo.
(Retirado do site http://www.graudez.com.br/redacao/ch05.html)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Resumo da Revolução Industrial 1780

Livro: História da Civilização Ocidental Volume 2
Autor: Edward Mcnall Burns
Revolução Industrial 1780

- Historicamente houve apenas uma Revolução Industrial. Desenrolando-se durante um século, testemunhou a primeira conversão de uma economia rural e artesanal numa economia dominada pela manufatura urbana e de propulsão mecânica.
- Não foi por acaso que ela ocorreu na Europa. Os comerciantes e mercadores europeus eram vistos como os principais manufatores e comerciantes do mundo. Os governantes confiavam que essa classe de homens lhe proporcionaria os meios com que manter a economia de seus estados. Por sua vez, esses homens fizeram os governantes entenderem que suas riquezas, investidas em terra, em comércio, eram deles e de mais ninguém.
- Sem a existência na Europa, não apenas uma florescente classe comercial, um mercado em expansão devido a exploração comercial ultramarina, com a Índia, América do Norte e do Sul e África, não poderiam ter prosperado.
- Um terceiro fator que contribuiu para que a revolução ocorresse na Europa foi a contínuo crescimento de sua população. Que proporcionou, assim como a expansão ultramarina, um continuo aumento da demanda por produtos.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NA INGLATERRA

- Foi na Inglaterra que começou a Revolução Industrial. A economia inglesa progredia em direção a abundancia; mais pessoas estavam em condições de vender excedente de mercadoria; os trabalhadores ingleses, ainda que mal remunerada, detinham um padrão de vida muito melhor do que os do continente.
- Abundância na Inglaterra de alimentos e capitais, devido ao investimento em terra e comércio.
- Na Inglaterra, muito mais que em outros países, a busca da riqueza como um digno objetivo de vida.
- Os ingleses, como nação, não temiam os negócios. Respeitavam as pessoas sensatas, práticas e bem-sucedidas financeiramente.
- As pequenas dimensões do país e por ser insular estimulavam um mercado interno em escala nacional. O fato de não possuir tarifas internas também contribuía para um livre comércio.
- Os ingleses possuam uma marinha mercante capaz de transportar mercadorias a todos os recantos do mundo. Londres, já então importante centro do comércio mundial, servia como empório para a transferência de matérias-primas, capital e produtos manufaturados.
- Já em 1760 a Inglaterra possuía uma indústria de algodão, mas com o surgimento de invenções como a spinning jenny e spinning mule a revolução começou a andar em passos largos.
- No início as maquinas eram pequenas o suficiente para os fiandeiros trabalharem em casa. Contudo, com o desenvolvimento das máquinas movidas a vapor, as fábricas puderam ser construídas onde mais conviesse ao empresário – frequentimente nas cidades e vilas do norte da Inglaterra.
- Os tecelões manuais foram, provavelmente, as mais óbvias vítimas da Revolução Industrial, apesar da transição da indústria doméstica para as fábricas não se fez da noite para o dia, a redução do custo para a montagem de indústria obrigou os tecelões a irem para as fábricas ou aceitarem salários menores.
- Os tecidos ingleses de algodão inundaram o mercado mundial a partir da década de 1780, devido ao seu preço baixo e qualidade alta.
- As mudanças na indústria de ferro não foram bastante grandes para merecerem o título de revolucionário. Não entendo, foram de muita importância. A procura cresceu bastante nos anos de guerra e pela construção de estradas de ferro.
- A criação da máquina a vapor teve um papel fundamental para o aumento das indústrias na Inglaterra.
- O que aconteceu na Inglaterra foi uma revolução devido à maneira como reformulou a vida das pessoas em todo o planeta.
- Por mais dramática que tenha sido a revolução, ela ocorreu num período de duas a três gerações, e com rapidez variável, segundo os diferentes ramos industriais.


REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NA EUROPA CONTINENTAL

- A Revolução Industrial acabou chegando ao continente europeu, mas isso não ocorreu em grau considerável antes de 1830. Foram vários os motivos para o retardo da industrialização do continente, como: ausência de um sistema de transporte eficiente; não possuía um suprimento considerável de combustível que constituía a nova fonte de energia industrial; a Europa Central era dividida em pequenos principados, cada um com suas regras de taxas que inviabilizava qualquer transporte em grandes distâncias.
- O dinheiro não tinha, na França e na Alemanha, o mesmo papel que na Inglaterra. Falta de espírito empresarial.
- O continente não se manteve na ociosidade enquanto a Inglaterra assumia a dianteira industrial, porém, os efeitos das guerras e revoluções foram um claro óbice ao desenvolvimento industrial.
- Vários fatores se aliaram para produzir uma atmosfera de modo geral mais favorável à industrialização no continente depois de 1815: crescimento da população, não apenas no continente mais nas demais áreas também; melhorias dos transportes.
- Até produzir seus próprios técnicos, o continente foi obrigado a depender da capacidade britânica, que relutava em exportar seus maquinários mais avançados e seus técnicos.
- Por volta de 1840, os países da Europa continental e os EUA, seguiram lentamente o rumo da industrialização. Porém, nos dez anos que se seguiram, os estímulos de modo geral às economias ocidentais pela introdução dos sistemas ferroviários, fez com que a Europa continental e EUA progredissem o suficiente para tornarem verdadeiros concorrentes dos britânicos.

A INDUSTRIALIZAÇÃO DEPOIS DE 1850

- Entre 1850 e 1870 a Grã-Bretanha continuou a ser o gigante industrial do Ocidente. Entretanto, a França, a Alemanha, a Bélgica e os Estados Unidos assumiram a posição de desafiantes.
- Um dos fatores do aumento da produção da Europa continental foi o aumento do comércio de matérias-primas e descobertas de fontes de carvão na França e Alemanha.
- A Europa usava seu poderio econômico e quando necessário, sua força militar, para garantir que o mundo permanecesse dividido entro os produtores – a próprio Europa – e os fornecedores – todos os outros países.

Gramática - Morfologia - Conjunção

Conjunção

Definição: Assim como a preposição a conjunção é uma palavra invariável que faz a ligação entre dois elementos, a diferença consiste que a conjunção liga dois termos de mesma função sintática, por exemplo substantivo e substantivo (Mário e João), ou liga duas orações (O candidato estudou muito, contudo não passou na prova).

Locução prepositiva: duas ou mais palavras com função de conjunção, geralmente terminadas em que.
Ex.: a fim de que, se bem que.

Classificação: as conjunções se dividem em dois grupos, as coordenativas e as subordinativas.

O ideal era estudar os tipos de conjunções na matéria de Análise Sintática – Classificações das orações, onde elas serão melhor trabalhadas; mas, para meus objetivos de estudo para o concurso irei realizar uma repetição dos estudos de conjunções tanto na Morfologia quanto na Análise Sintática.


a)     COORDENATIVAS:

1)     Conclusivas – relação semântica de conclusão, fechamento ou conseqüência.
logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim, destarte, dessarte....
Ex.: Ele bateu o carro, portanto estava alcoolizado.

                                  
2)     Aditivas – relação semântica de soma, adição.
e, nem, mas também, não só, ademais, outro sim...
Ex.: Este blog é prático e objetivo.


3)      Adversativa – relação semântica de oposição, contraste, quebra de linha de raciocínio, compensação...
mas, porém, contudo, senão, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.
Ex.: Chegou atrasado, mas não perdeu nada da aula.

4)     Alternativas – relação semântica de alternância, escolha.
Ou ...ou, ora...ora, quer... quer, seja... seja...
Ex.:: Ou eu estudo ou eu trabalho.

5)     Explicativa – relação semântica de explicação, razão, motivos.
que, porque, pois (antes do verbo) , porquanto.
Ex.: Ele joga futebol porque quer esquecer a rotina do trabalho.

OBS.: Principais confusões com as conjunções coordenativas:
- Conjunção POIS pode ser tanto explicativa como conclusiva. Para melhor diferenciar as duas, além da posição da conjunção em relação ao verbo, um vem antes outro vem depois, é só substituir o pois pelo porque, se encaixar no contexto é explicativa.
Ex.:: Estamos trabalhando muito, pois queremos terminar logo. (explicativa)
Queremos terminar logo. Trabalharemos, pois, muito. (conclusiva)

- A conjunção E e MAS podem trabalhar tanto para adversativa quanto para aditiva.
Ex.: É ferida que dói e não se sente. (adversativa)
Ele é um aluno muito inteligente, mas principalmente esforçado (aditiva).

b)     SUBORDINATIVAS

1)     Condicionais – relação semântica de conformidade de pensamento, pré-requisito, algo supostamente esperado.
se, caso, desde que, contanto que, a menos que...
Ex.: Se precisar de mais informações, mande uma solicitação por e-mail.

2)     Proporcionais – relação semântica de proporcionalidade, concomitância.
à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto menos ...(mais)...
Ex.: À medida que lia, pensava de forma diferente.

3)     Finais – relação semântica de finalidade, objetivo.
para que, a fim de que, porque (para que), que...
Ex.: Fazemos de tudo, para que você aprende rapidamente.

4)     Causais – relação semântica de causa, motivo, razão.
porque, pois, porquanto, como, pois que, por isso que, já que
Ex.: Já que você decidiu este caminho, não desista até chegar ao final.

5)     Consecutivas – relação semântica de consequência, efeito colateral, resultado.
(tal, tanto, tão ou tamanho seguidos de que), sem que, de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que...
Ex.: Falou tanto que ficou rouco.

6)     Temporais – relação semântica de tempo, relação cronológica.
quando, enquanto, até que, antes que, depois que, logo que,, desde que, sempre que, assim que...
Ex.: Enquanto alguns estão de férias, eu estou produzindo.

7)     Concessivas – relação semântica de fato contrário, contraste, quebra de espectativa.
embora, ainda que, se bem que, mesmo que, mesmo quando, posto que, apesar de que, conquanto...
Ex.: Eu não fui aprovado no concurso, embora tenha estudado muito.
8)     Conformativa – relação semântica de conformidade de um fato com outro.
conforme, que,  como, segundo, consoante...
Tudo ocorreu no evento conforme planejado.

9)     Comparativas – relação semântica de comparação, paralelo.
que, (mais/menos/maior/menor/melhor/pior) do que, (tal) qual, (tanto) quanto, como, assim como...
Ex.: Eu corro como um leopardo.


CONJUNÇÃO INTEGRANTE

Conjunções que iniciam as orações subordinadas com função sintática de sujeito, objeto direto ou indireto, predicativo, complemento nominal, ou aposto de outra oração.

São que, se, quando, quanto(a)(s), onde, qual, quem, ...

Para diferenciar de pronomes relativos é só substituir a conjunção por: isso, essa(e)(s), disso... Se encaixar no contexto é conjunção integrante, caso contrario pode ser pronome relativo, para confirmar substitua a mesma por o qual, as quais...

Exemplos:

Não sei se morrerei de saudades. (Não sei isso)
Estou certo que passarei no concurso. (Estou certo disso)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Resumo Revolução Comercial 1450 - 1800

Livro: História da Civilização Ocidental Volume 2
Autor: Edward Mcnall Burns


Revolução Comercial 1450-1800

A REVOLUÇÃO COMERCIAL E A NOVA SOCIEDADE

- Mudanças econômicas na europa nos três séculos e meio que vigoraram entre 1450 e 1800, é comumente chamada de Revolução Comercial.
- A revolução compreendeu uma transição da economia semi-estagnada, economia de subsistência da Idade Média, para o capitalismo, dinâmico e de âmbito mundial.
- Os estímulos das mudanças vieram pelos descobrimentos ultramarinos, influxo de novos artigos de consumo e de metais preciosos, progressos na atividade bancária e no comércio.
- Primeiro Espanha e Portugal, e depois Inglaterra, França e Holanda substituíram as cidades do norte da Itália como centros de comércio e prosperidade econômicas na Europa.

NATUREZA E EFEITOS DA EXPANSÃO ULTRAMARINA

- 1ª causa das viagens de descobrimento deveram-se primordialmente às ambições de espanhóis e portugueses de terem sua parcela no comércio com o Oriente e retirar, assim, o monopólio das cidades italianas de Veneza e Gênova.
- 2ª causa das viagens de descobrimento foi o fervor missionário dos espanhóis em seus desejos de converter os “gentios” de ultramar.
- Os pioneiros da navegação oceânica foram os portugueses.
- O marinheiro genovês Cristóvão Colombo tinha-se convencido da possibilidade de atingir a Índia navegando em direção ao ocidente. Repelido pelos portugueses, dirigiu-se aos soberanos espanhóis, Fernando e Isabele, e deles obteve apoio para seu plano.
- Os ingleses e franceses não tardaram para seguir o exemplo espanhol.
- Os resultados dessas viagens foram: transformação do comércio em atividade mundial; queda do monopólio do comércio com o Oriente, mantidos pelas cidades italianas, extremo aumento no volume do comércio e na variedade dos artigos de consumo; passagem de diversos artigos de luxo a “populares”, como o café, algodão, açúcar.
- Outra conseguência importante das descobertas fora a expansão do suprimento de metais preciosos.
- Daí em diante, durante 80 anos a economia européia baseou-se na prata. O resultado foi uma tremenda inflação, devido ao aumento gigantesco das importações de metais.
- Ao fim do século XVI a economia espanhola, que a princípio parecia beneficiar-se enormemente dos descobrimentos, estava quase inteiramente arruinada. Pois, o desenvolvimento industrial era demasiadamente débil par atender a demanda por produtos manufaturados.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA REVOLUÇÃO COMERCIAL

- A mais importante característica foi a ascensão ao capitalismo.
- Compreendeu também, em regra, o sistema de salários como forma de pagamento.
- Um segundo fato importante da revolução Comercial foi o desenvolvimento do sistema bancário.
- Ao aparecimento dessas casas bancárias particulares seguiu-se a fundação de bancos dos governos. O primeiro em ordem foi o banco da Suécia (1647), mas era o Banco da Inglaterra, fundado em 1694, que estava reservado o papel de maior importância. Embora até 1946 não se achasse sob controle do governo.
- A expansão das facilidades de créditos mediante letra de cambio.
- Adoção do sistema de pagamento por cheque nas transações locais e a emissão de notas bancárias como substituto do ouro e da prata criados pelos italianos e gradualmente adotado na Europa setentrional.
- Inclui-se na Revolução Comercial modificações fundamentais no métodos de produção. O sistema de manufatura pelas corporações de ofício da Idade Média caminhava para a extinção.
- Além disso, haviam surgidos novos indústrias inteiramente fora do sistema corporativo, como: mineração, a fundição de minério e a indústria de lã.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Estilística - Figuras de linguagem

Figuras de linguagem

As figuras de linguagem fazem parte da Estilística. Essa tem por definição estudar os processos de manipulação da linguagem. Na estilística, analisa-se a capacidade de provocar sugestões e emoções usando certas fórmulas e efeitos de estilo.

As figuras de linguagem é o principal ramo da estilística, o estudo das figuras é essencial tanto para interpretação de texto, quanto para gramática.

Podemos dividir as figuras de linguagem em três ramos: Figuras de sintaxe ou construção; Figuras de palavras ou tropos; Figuras de pensamento.

a) Figuras de Sintaxe ou construção:

1)     Elipse – é a omissão de uma palavra facilmente subtendida, identificável pelo contexto ou por elementos gramaticais presentes na frase com a intenção de tornar o texto mais conciso e elegante.
Ex.: Amo minha namorada (eu)
Obs.: Na Elipse o termo não apareceu expressamente anteriormente, é exatamente o que difere da Zeugma.

2)     Zeugma – é uma omissão de um ou mais termos de uma oração, já expressos anteriormente.
Ex.: Gustavo vai cursar Publicidade; eu, Ciências da Computação.

3)     Assíndeto – Da mesma maneira que a elipse e a zeugma, o assíndeto consiste na omissão, mas especificamente da omissão de conectivos, conjunções.
Ex.: Vim, vi, venci (e).

4)     Polissíndeto – é o emprego repetitivo da conjunção entre as orações de um período ou entre os termos de oração, em regra conectivos coordenativo (e ou nem).
Ex.: Comi, e dorme, e trabalha, e namora, e acorda.

5)     Pleonasmo – Também denominado pleonasmo de reforço, literário, estilístico ou semântico, é uma repetição enfática de uma ideia ou termo, para realçar o texto. Difere do Pleonasmo vicioso que é a repetição inútil de uma ideia.
Ex.: "Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal." (Fernando Pessoa)

6)     Anacoluto – Período iniciado por uma palavra ou locução, seguida de pausa, que tem como continuação uma oração em que essa palavra ou locução não se integra sintaticamente, embora esteja integrada pelo sentido Dicionário Houaiss.
Ex.: "O homem, chamar-lhe mito não passa de anacoluto" (Carlos Drummond de Andrade).
7)     Silepse – é a concordância que se faz com o termo que não está expresso no texto, mas sim com a ideia que ele representa. É definida como uma concordância anormal do texto. A Silepse se divide em três tipos:
a)     Gênero: Ex.: Argentina é belo (concorda com a ideia de o país).
b)     Pessoa: Ex.: Os concurseiros estudamos muito. (a ideia está contido nós, e o verbo concordou com a idéias não com o sujeito).
c)     Número: Ex.: O gaúcho é bravo e forte. Não fogem da luta. (o verbo fugir concordou com a ideia do substantivo, o gaúcho, que representa todos os gaúchos).

8)     Hipérbato – Também denominado de inversão, consiste na troca da ordem direta dos termos na frase.
Ex.: No concurso iremos passar todos (a forma direta seria: Todos iremos passar no concurso).

9)     Aliteração – É a repetição de fonemas consonantais, como recurso de intensificação de ritmo.
Ex.: Vagam nos velhos vórtices velozes.

10)  Anáfora – Assim como na Aliteração é um repetição, mas repete um termo, no início de cada verso ou frase.
Ex.: Nem tudo que ronca é porco,
Nem tudo que berra é bode,
Nem tudo que reluz é ouro,
Nem tudo falar se pode.

11)  Hipálage – A utilização mais usual dessa figura de linguagem é a adjetivação de um substantivo que na literalidade pertença a outro.
Ex.: Fumei um pensativo cigarro.

12)  Quiasmo - Disposição cruzada da ordem das partes simétricas de duas frases.
Ex.: Vou sempre ao cinema, ao teatro não vou nunca.


b) Figuras de palavras ou tropos:

1)     Metáfora – É considerada uma figura de estilo, consiste na comparação de dois termos sem uso de conectivos. Na comparação nem sempre há uma relação real, mas apenas de ideia.
Ex.: Os olhos daquela menina são como céu aberto (azuis como um céu).

2)     Metonímia ou Transnominação – Consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação.
Ex.: Ele é um sem teto (parte pelo todo)
Minha irmã é viciada em leite moça (marca pelo produto)
Estou lendo Machado de Assis (autor pela obra)

3)     Catacrese – É uma evolução de um Metáfora, por falta de um termo específico para designar um conceito, utiliza-se outro para tentar conceituar a ideia.
Ex.: Pé da mesa

4)     Perífrase ou Antonomásia – Consiste na troca de um nome por uma expressão de mesmo significado.
Ex.: Ele é o rei dos animais (leão).

5)     Sinestesia – Mesclagem de sentidos em uma mesma expressão.
Ex.: No silêncio escuro de minha vida.


c) Figuras de pensamento:

1)     Prosopopéia ou Personificação - consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos.
Ex.: As nuvens choravam pela destruição do mundo.

2)     Hipérbole – Aumento exagerado para valorização expressão.
Ex.: Já te falei mil vezes.

3)     Eufemismo – Linguagem diplomática, consiste em suavizar uma idéia desagradável.
Ex.: Meu irmão faltou com a verdade (mentiu).

4)     Antítese – Consiste na exposição de idéias contrárias.
Ex.: Alegria e aflição fazem parte de sua vida.

5)     Apóstrofe – Correspondente ao vocativo, que consiste no chamamento de alguém ou alguma coisa personificada.
Ex.: Amigos! Não existe amigos. (Sócrates)

6)     Gradação – Idéias expressadas em progressão: tanto ascendente ou clímax; descendente ou anticlímax.
Ex.: Eu dominarei a cidade, o estado, o país (ascendente).
Para mim você é um simples humano, um verme, um nada (descendente).

domingo, 31 de janeiro de 2010

O início da teoria para Interpretação de Texto

Paráfrase

É a técnica mais utilizada para provas de interpretação de textos em concurso e vestibulares. Consiste em utilizar diversos recursos para a reescrita do texto mas sem mudança do sentido.

Definição: chama-se de paráfrase a reescrita do texto sem alteração de seu sentido original.

Recursos:

a)     Sinônimos – palavra que tenha o mesmo ou aproximadamente o mesmo sentido de outra. Ex.: Carro e Automóvel.

b)     Antônimo – palavra que tenha sentido oposto a de outra. Ex.: Feliz e Triste.
Nas provas de concurso o antônimo é utilizado com uma negação antes, assim a expressão não perde o sentido original.
Ex.: Carlos é feio – Carlos não é bonito.

c)     Termos anafóricos – é utilizado um termo anafórico (esse, este, que) para retomar total ou parcialmente um contexto já expresso anteriormente. Ex.: André e Giuseppe saíram, mas não juntos: aquele foi namorar; este, foi ao cinema.

d)     Omissão de termos subtendidos – utilizando muitas vezes sujeito desinencial ou oculto. Ex.: Desejávamos que ele passe no concurso. O sujeito NÓS este subtendido.

e)     Mudança de ordem dos termos – é a técnica de mudar, por exemplo, a ordem direta da oração. Ex.: A onça está muito brava – Muito brava a onça está.

f)       Mudança de voz verbal – mesma ideia da mudança de ordem dos termos, mas agora com a mudança da voz verbal, de ativa para passiva.

g)     Troca de discurso – Ex.: Ela veio até mim e disse: - Você é muito feio (discurso direto). Ela veio até mim e falou que sou muito feio (discurso indireto).

h)     Perifrástica - Processo que consiste em expressar por muitas palavras o que se poderia dizer em poucos termos. Ex.: O atual presidente do Brasil visitou o EUA. Lula visitou o EUA.

i)        Troca de locução por palavras – é geralmente a substituição de um locução adjetiva pelo seu adjetivo sinônimo. Ex.: O homem da cidade não sabe os benefícios do campo. O homem urbano não sabe os benefícios do campo.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Gramática - Morfologia - Preposição


Preposição

Definição: Palavra invariável que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração. Essa relação é do tipo subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela preposição não há sentido dissociado, separado, individualizado; ao contrário, o sentido da expressão é dependente da união de todos os elementos que a preposição vincula.

Uma boa definição também pode ser encontrada na Wikipédia.

Preposição é uma palavra invariável que liga dois elementos da oração, subordinando o segundo ao primeiro. Isso significa que a preposição é o termo que liga substantivo a substantivo, verbo a substantivo, substantivo a verbo, adjetivo a substantivo, advérbio a substantivo, etc. Só não pode ligar verbo a verbo: o termo que liga dois verbos (e suas orações) é a conjunção.

Ex.: Nós assistimos ao filme.

assistimos = termo regente (subordinante)
filme = termo regido (subordinado)


Classificação: A preposição pode ser classificada de duas maneiras: Essencial ou Acidental.

a)     Essencial – São as palavras que só atuam como preposição, não possuem nenhuma outra classe gramatical.
Ex.: a, ante, após, até, com, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás...

OBS: A exceção a esta regra é a preposição A que é classificada como Essencial mas possui outras classificações gramaticais como artigo.

b)     Acidental – São as palavras que atuam como preposição e também como outra classe gramatical.
Ex.: durante, afora, menos, salvo, conforme, exceto, como, que, consoante, exceto...


Locução Prepositivas: São dois ou mais vocábulos (palavras) que funcionam com valor de preposição. Em regra a última palavra é sempre uma preposição, as mais comuns terminações são COMADE (COM – A – DE).

Ex.: a baixo de, junto com, de acordo com, de encontro a, a espeito de...


Formação: a junção de uma preposição com outas palavras podem dar origem a novas preposições.
a)     Combinação – junção de preposição mais outra palavra sem nenhuma perda de fonema.
Ex.: ao (preposição a + artigo definido ‘o’), aonde (preposição a + advérbio ‘onde’).

b)     Contração – junção de preposição mais outra palavra com perda de fonema.
Ex.: em + a = na em + aquilo = naquilo.


Semântica: é o significado real que a preposição exerce.

Instrumento :          Pintar a lápis de cor.
Assunto:                  Eu converso sobre poker.
Autoria:                    Esta tocando a música da Pitty.
Causa:                      Estou morrendo de fome.
Matéria:                    Meu vestido é de ceda.
Lugar:                       André mora em Campo Grande.
Posse:                      Este livro é da Marcella.
Tempo:                     Irei viajar durante as férias.
Conteúdo:               Tomei um copo com água.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A Venezuela mais uma vez andando para trás

Nosso novo membro do Mercosul, uma união aduaneira para a evolução do comercio da América do Sul, esta cada vez mais entrando no buraco que ele próprio cava. Uma das últimas “estratégias” de Chávez, e expropriar mercados que alterarem os preços de seus produtos devido a alteração artificial do cambio. O presidente diz que com esta postura criara um mercado socialista e trará emprego a Venezuela. Qualquer estudante de economia pode prever o desastre de sua postura no mercado.

Mas minha análise vai muito mais que os últimos acontecimentos na Venezuela, minha indagação é porque o povo venezuelano permiti que Hugo Chávez faça o que quer com o país, leve o país a bancarrota, aumente o desemprego, uma inflação beirando a hiperinflação, um país que tinha uma democracia instalada, um comércio em expansão, cadê os cientistas políticos e econômicos.

Será que o problema é uma população com nível de educação adequada, para conseguir fazer uma análise crítica da situação? Se esta indagação for positiva o Brasil pode estar em maus lençóis. A Venezuela tem um nível de educação maior que do Brasil de acordo com o último relatório da Unesco. Espero que o exemplo empírico da Venezuela sirva de exemplo para que nunca ocorra algo parecido no Brasil, diria melhor, para que nunca ocorra mais nada parecido no Brasil.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Evolução do Pensamento Crítico

No último mês venho aumentando em muito a quantidade de leitura, estou perto de 15h de leitura diária, nos meses anteriores não deixei de ler mas a um nível bem reduzido perto do atual, aproximadamente 6h. Após a soma dos meses anteriores e este último mês mais intenso, adquiri um pensamento crítico muito mais elaborado.

Cada vez que assisto o noticiário, não mais engulo pura e simplesmente as informações “jogadas” aos telespectadores, já consigo observar o nível de cada jornal, suas tendências e assim selecionar os melhores para dedicar meu tempo.

Não somente tive uma melhora na análise da informação, mas o maior ganho foi a capacidade de interligar os conhecimentos adquiridos para racionalizar sobre os assuntos atuais, minha capacidade mental de análise das propostas econômicas, crises políticas, e dentre outras discussões como relações internacionais.

Acredito que o principal ganho que obtive é a calara participação no processo político, não mais irei apenas ao sufrágio universal como um corpo sem vida apenas apertar os numerozinhos da urna eletrônica. Hoje sem dúvida farei uma escolha racional dos meus candidatos, analisarei profundamente cada proposta, principalmente nas áreas que tenho como principal: saúde, segurança, economia.

Também não irei apenas ter um papel na data da eleição, irei fiscalizar intensamente o candidato que mereceu meu voto, dentro do possível irei reivindicar as propostas que o mesmo realizou durante a candidatura, e caso não as cumpram, não irei insistentemente votar novamente no mesmo candidato.

Assim, mesmo estudando especificadamente para concurso público, este conhecimento além do meu objetivo profissional, me desperto para a cidadania, e retirou uma idéia errônea de que os problemas estão nos políticos corruptos, o problema esta mesmo nos brasileiros.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Haiti e ajuda humanitária

Após a catástrofe que ocorreu no Haiti, um terremoto no dia 12 de janeiro, os noticiários mudaram o rumo das notícias sobre o assunto. Antes, uma completa descrição da magnitude da destruição, um apelo a ajuda rápida dos países em condições de prestar qualquer tipo de socorro como: dinheiro, comida, água e força de resgate. Agora, os noticiários publicam um conflito de interesses dos países que estão ajudando, em especial o Brasil, EUA e França.

Algumas figuras públicas indagaram qual a real ajuda dos Estados Unidos, por enviarem um número quantitativo de soldados armados ai país em crise, o Brasil ficou enciumado com o controle dos EUA do aeroporto e a presença dos soldados em áreas de atuação do exército brasileiro, entre outras críticas do país a relevância das doações em dinheiro dos países considerados ricos.

Após esta mudança de sentido começo a racionalizar se realmente os países ali fazem um papel solidário, se realmente existem países benevolentes. A atual situação deixa margem a uma conclusão que o Haiti virou uma mera estratégia de marketing, como aquelas estratégias realizadas pelas empresas comerciais, para criarem uma imagem de empresa com consciência social, mas que na verdade querem apenas vender mais e mais.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Brasil ainda servo da Revolução Industrial

Iniciei hoje o estudo da matéria História do Mundo, ou como alguns designam História Geral, o livro que estou usando é História da Civilização Ocidental Volume 2 por Edward McNall Burns.

O concurso do IRBR inicia a matéria de história a partir da Revolução Industrial 1780, o que me fez refletir profundamente é uma passagem do livro que explica que na Revolução Industrial a Europa tanto a continental como a Inglaterra fizeram uma divisão clara de quem ira manufatura, eles, e quem iria fornecer o resto do mundo. Quem tenta-se quebrar a linha econômica fixados pela Europa enfrentaria a força do exército, foi o que aconteceu, por exemplo, com o Egito que tentou implantar uma indústria têxtil nacional.

Fazendo uma análise da produção economia nacional, a parcela de produção de manufaturados do Brasil para exportação em 2009 foi de 21,3%, ou seja, a maior parte da produção nacional é de extração de recursos naturais, petróleo, minérios, alimentos e outros produtos.

Será que o Brasil ainda é servo de uma mentalidade que a Europa impôs em meados de 1780? O país ainda não conseguiu inverter esta tendência de ser fornecedor de matéria-prima para o mundo e depois importar tudo novamente muito mais caro? Será possível que os capitalistas nacionais não interessam em desenvolver uma Indústria competitiva de produtos manufaturados? Provavelmente eles não querem arcar com o investimento em tecnologia e investir em capitais para uma maior produção industrial, pois isso acarretaria numa maior contratação de trabalhadores e uma evolução na educação da população. Para que investir se já estamos ricos não é mesmo?

Processo de Urbanização do Brasil

Um tópico que achei muito interessante da matéria de Geografia é o processo de urbanização das cidades brasileiras, o mais impactante é perceber as diferenças do processo em cada região, como a história e a globalização econômica moldou este processo.

O que apoiou este processo de urbanização a parti de 1950?, um fragmento retirado do manual do candidato de Geografia da Funag explica bem qual foi o pontapé inicial.

“O processo de urbanização brasileiro apoiou-se essencialmente no êxodo
rural, incentivado pela modernização técnica do trabalho rural e pela concentração
crescente da propriedade fundiária.”

O Sudeste:

A elevada participação da população urbana no conjunto da população do
Sudeste expressa um estágio avançado de modernização econômica, com profunda
transformação da economia rural e subordinação da agropecuária à indústria.

O Centro-Oeste:

O principal fator de contribuição da urbanização do Centro-Oeste foi a construção de Brasília e pelas rodovias que foram construídas para interligar a cidade com o Sudeste.

O Sul:

Esta região teve um processo muito mais lento e limitado até meados de 1970, principalmente por suas características culturais a estrutura agrária familiar e policultora, ancorada no parcelamento da propriedade da terra nas áreas de planaltos, restringia o êxodo rural. Mais tarde, a mecanização acelerada da agricultura e a concentração da propriedade da terra impulsionaram a transferência acelerada da população rural para o meio urbano.

O Nordeste:

No Nordeste o movimento de êxodo rural foi pouco intenso, principalmente pela baixa capacidade produtiva do mercado regional, mas um dado que não aparece nas estatística é que o êxodo da regional não foi do campo para as cidades da região, mas sim, do campo nordestino para as metrópoles do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

O Norte:

A região do Norte tem uma peculiaridade, o êxodo para a região não foi para as grandes cidades mas sim para a região rural como consequência de uma novo frente de exploração pioneira.

Estatística Geral:
O processo de urbanização brasileira foi, essencialmente, concentrador: gerou cidades grandes e metrópoles. Em 1940, só existiam duas cidades com mais de 500 mil habitantes, em 1991, elas já eram 25. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas vivem nas metrópoles do país.

Ótimo método de estudo para concurso

Em minha pesquisa na internet sobre a profissão de diplomata encontrei um faq muito bom, na verdade acredito que este faq tenha todas as respostas para as dúvidas básicas que qualquer candidato ao IRBR tem.

O site e este: http://luderson.wordpress.com/2009/08/17/faq-do-candidato-a-diplomata/

Mas o que mais me interessou no artigo, não foi as informações sobre o cargo, mas sim, um tópico sobre como estudar. Neste tópico o autor descreve um método de estudo que achei muito interessante, juntando com o que eu já conhecia sobre estudo, por exemplo, os métodos descrito pelo Willian Douglas no seu livro Como Passar em Provas e Concursos, achei o método muito prático e satisfatório.

O método consiste em durante a leitura da matéria você deva fazer um fichamento do mesmo, no próximo dia de estudo você lê primeiro o fichamento do dia anterior, para posteriormente iniciar o estudo do dia, no dia seguinte a mesma estratégia mas lendo os dois últimos fichamentos, deve fazer com um prazo de três fichamentos, lendo o conteúdo que você estudou a três dias atrás. Nessa maneira de estudar você lê a matéria no dia que estuou e revisa a mesma mais três vezes, como o autor mesmo descreve se isso não fazer você aprender a matéria nada mais o fará.

Estudando Geografia

De todas as matérias até agora estudadas para o concurso do CACD, a única que superficialmente me causou antipatia foi Geografia. Não consegui ainda fazer uma definição da matéria, ele é um complexo de estudos sociais, história extremamente superficial.

Uma clara amostragem desta má definição da matéria de Geografia é o livro do Milton Santos – Metamorfose do Espaço Habitado. No livro nos primeiros capítulos o autor aborda este problema de definição da matéria, os geógrafos atuais carecem delimitação dos estudos, nos capítulos posteriores ele defende uma mundialização do estudo da geografia argumentando que o processo de mudança do espaço geográfico não pode ser estudado de forma interna, pois, a globalização hoje é um fator decisivo para a alteração rápida e significante do espaço habitado.

Inicia a leitura do manual do candidato da Funag de Geografia da autora Regina Célia Araújo, espero que tendo uma leitura do conteúdo geral possa conseguir ter um significado da matéria e assim facilitar meu aprendizado.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A catástrofe do Haiti ajudando nas relações internacionais

O Haiti sofreu graves danos no terremoto no dia 12 de Janeiro, 2010. Logo após as primeiras notícias sofre o incidente diversos órgãos e governos internacionais iniciaram um processo de ajuda humanitária, com auxilio de força tarefa, dinheiro, alimentos. Até então nada muito anormal, mas com o passar dos dias, cada vez mais órgãos e governos estão prestando ajuda, uma rede mundial de solidariedade e ajuda se formou, estreitando em muito casos contatos entre os países.

A notícia que mais me intrigou foi esta :

Para ajudar Haiti, Cuba libera seu espaço aéreo para os EUA

Essa notícia foi publicada no G1, http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1448778-5602,00.html, infelizmente o jornal só dedicou três linhas de comentário sobre a informação.

Cuba e EUA são inimigos declarados há muito tempo, suas relações foram cortadas em 1961, contudo as mudanças no poder em Cuba esta começando a surgir efeitos na abertura de suas relações internacionais.

Retirei um trecho da Wikipédia que descreve as mudanças nesses últimos tempos.

“Após ter permitido a venda de alguns produtos a cubanos, o governo de Raul Castro começou a ser melhor visto pela mídia internacional, inclusive, com a expectativa de que Chanceleres europeus retirem as sanções contra Cuba.
Em junho de 2008 a União Européia aceitou abrir mão das sanções diplomáticas contra Cuba abriu um processo de diálogo político incondicional com a ilha. A decisão foi tomada apesar dos pedidos dos Estados Unidos para que os países mantivessem uma postura dura contra Havana.”

A notícia aparentemente é simples, mas pode ser o inicio da retomada de relacionamento entre EUA e Cuba.